sábado, 31 de julho de 2010

Para descontrair: Carta ao PokerStars



Esse foi um daqueles dias comuns de 2-3 outs a cada cinco minutos no PokerStars.

O que um parceiro queimado nao faz?

CARTA ENVIADA AO POKERSTARS
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Olha seu PokerStars..

Pra comecar o senhor ta de BRINCADEIRA comigo quando vem com a falinha de que o "jogo é justo" e tudo mais.
Vamo acabar com essa PALHAÇADA de justiça por que so o que eu vejo nessa merda é BAD BEAT e 3 outs.
Que porra é essa??

Toda vez.. toda vez. Eu começo a ficar bem num torneio.. ai começo a fazer fichas, perfeito, jogando o fino. Ai vem
o senhor, com essa sua FILHA DA PUTICE <<=== É isso mesmo, FILHA DA PUTICE e me tira todas as fichas com
2-3 suckouts (Exemplos padrões: KK x AJo, QQ x KTs). E aí o que acontece com minhas fichas? Vão pra algum
BARALHAO otário que nao sabe que o 222 > AA.

Eu to CANSADO de chegar em retas finais e ser a mesma historia.

E tem mais.. Por que O SENHOR me da fichas no 1,10+r das 10:00 da noite me deixa ENORME de fichas, batendo tudo,
e no 10+r das 8:30 eu caiu logo após o break? É ALGUM TIPO DE COMPLO? Ou sera que é por que eu nao tenho BANK
suficiente pra ganhar um 10+r e talvez possa ganhar um 1+r? Sem contar nos "tiros" (Leia-se tiro cego pela culatra) que
eu invento de dar nos 109, 215. NUNCA PASSEI DA PRIMEIRA HORA, sempre levando aquele 2 outs ou broca no river
com um shove de um MALUCO no turn. (Leia-se maluco regular ganhador com profit de 300k).

Ficou IMPRATICAVEL se jogar por esse site cheio de roubalheiras e subterfugios MAL EXPLICADOS.

Estou cansado, e vou dar um BASTA.

Abraços,

Do eterno Shark,

Pedro Paulo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Briga de blinds: Essa você não vai querer se meter. (Parte 2)



Depois de ter aprendido como jogar no small blind, agora você vai aprender a jogar no Big.

É!

Após anos e anos você percebeu que não sabe jogar no big. Não sabe defender, não sabe dar slowplay, não sabe como jogar contra um small agressivo, enfim, não sabe nada!
Então como um bom samaritano, darei algumas dicas boas pra vocês meus colegas de como se jogar uma mão nessa posição ingrata.

Consideremos uma situação comum: Stack de 30k, blinds 500/1000 ante 150, logo após o itm, e o raise faz a mesa rodar em fold ate você (incluindo raise do small).

Minha dica é variar as jogadas de acordo com a lista abaixo:

1) Aplicar re-raise de 3~4x em cima dos raises de early position;
2) Aplicar re-raise all-in em cima dos raises de late position;
3) Dar call com mãos premiums;
4) Dar call com mãos intermediarias e jogar o pós flop à escolha.

Claro que sua variância de fichas será maior, pois seu estilo de jogo agora passou do passivo para o bem ativo, considerando que antes de ler esse post você simplesmente foldava o seu big ou dava call pra “tentar acertar”. Seguindo essas dicas os jogadores não perceberam tão facilmente seus padrões e conseqüentemente você ira ganhar mais fichas, pois os jogadores tenderam a temer sua reação “randômica” sobre o raise em cima do seu big.

Outra observação que deve ser feita é que tudo que eu escrevo aqui se encaixa de alguma maneira com o que eu já falei anteriormente. Um dos grandes alicerces de se jogar assim no big após o itm é que eu não estou me importando em cair. Varias vezes eu irei shovar em cima do raise de late position e encontrar AA x meu KTo. Como dito em outro post, essa é a hora que eu quero ficar com muitas fichas, entao usarei todas minhas armas pra isso, e uma delas é seguir essas quatro dicas de como se jogar no big.

Pra finalizar esse assunto, quero dizer que nem todas essas dicas que eu dou são uma regra, e sim como um livrinho de receitas, para aqueles momentos que estamos perdidos em um torneio. E eu me encontro várias vezes nessas situações, mais que vocês talvez.

Um abraço

Ps.: Quem quiser deixar a idéia de algum tema pra eu analisar fique à vontade em deixar seu comentário!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Guerra de blinds: Entre se for capaz (Parte 1)


Quantas vezes você já caiu de um torneio tentando roubar o big do parceirao exatamente ao seu lado? Várias? Não se preocupe, a grande maioria dos jogadores cometem vários erros ao tentar jogar a mão sem posição com nosso “irmão cego".

Jogar sem posição obviamente não é a melhor das coisas, especialmente com um jogador que você não faz a menor idéia do que ele pode ter.

Considerando isso, vou dar umas dicas de como abordar essa guerra com melhores chances de se sair vitorioso sem derramar muito sangue.

Nessa primeira parte vou direcionar para a perspectiva do small blind.

Vamos considerar então a seguinte situação: mtt após a bolha, blinds 500/1000 - 150 ante, seu stack de 60k e do big 60k. A mesa inteira roda em fold, você espera um raise do botão que não acontece, e agora você se encontra nessa situação.
Você agora tem duas decisões: dar aquele “walk” pro big, que eu NÃO sou adepto ou tentar ganhar o pot (500+1000+9x150 = 2850) que corresponde a ~5% do seu stack.
Situação esclarecida. Agora vamos supor a seguinte mão: Você (JQs) e nosso amigo com uma mão desconhecida.

Primeira abordagem: Small Ball

Chegou aquele velho gap, e você atira 2.4k pra ganhar 2850. Ele resolve da call, pois tem muito odds e tem posição sobre você, e ainda por cima você parece ter mostrado fraqueza com o bet pequeno. Flop vem K J 2, você da c-bet de 3k, tomando um raise de 8.4k e ficando numa situação bastante complicada, obviamente a mão continua mas concorde comigo que é uma situação chata na qual você não quer se meter, pois nosso amigo pode ter air ai várias vezes, Kx várias vezes, Jx várias vezes, 2x várias vezes, etc.

Observação: Obviamente que toda essa análise desconsidera mãos Premium.

Segunda abordagem: Agressivo

Chegou aquele velho gap esperado, você atira 3.5k. O parceiro olha as cartas dele e já não parece gostar tanto do jogo, mas vai da call pra jogar em posição, pois você tem muitas fichas e “parece estar forte e pode ganhar muitas fichas caso acerte algo” (detalhe como já mudou o pensamento sobre outro). Flop vem K J 2, você da c-bet de 5.5k, e toma raise de 16.8k. Viu como a decisão agora ficou fácil? O range geralmente é de ter acertado o flop com Jx, Kx QT, Q9, etc., e pouquíssimas vezes moves com nada (talvez jogadores regulares percebam sua força como fraqueza e queiram se aproveitar disso). Como na mão anterior, obviamente que a mão continua, mas agora você já consegue colocar nosso amigo num range mais especifico, de acordo com a imagem dele à mesa, seu estilo, etc., daí você pode seguir em frente mais facilmente, em minha opinião.

Queria deixar claro que não quero fazer você ganhar todos os potes sem posição flopando midlle pair, e sim deixar você com as armas necessárias pra combater o jogador que tem posição em cima de você, onde você não tem leitura dele e esta disputando um pot honesto. No primeiro caso uma situação que já é complicado de small x big preflop se tornou ainda mais complicado no flop com o pote ainda maior e você com midlle pair sem fazer a menor idéia onde esta, investindo 2.4k + 3k = 5.4k (5,4BB).

Na segunda investimos 9k (9BB), mas já suspeitamos onde estamos pisando, podendo seguir na mão de uma maneira menos cega.

Isso que eu acho o mais importante.

Se você prefere não enveredar por esse caminho complicado de brigas de blind talvez a melhor opção seja o fold.

No próximo post vou analisar sobre a perspectiva do big blind.

Caso queira discutir algum ponto comente abaixo que eu vou ficar feliz em responder.

Abraços e obrigado a todos que visitam o blog do Shark!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Multitables Tournaments: Minha abordagem (Parte 3)

Continuando a discussão.

• Estagio final

- Eu acabo de passar do itm. Essa é a hora que começa o estagio final de um mtt para mim. Começo a ficar muito loose, abrindo raise de todas as posições no gap com praticamente quaisquer cartas, e dando o c-bet normal, considerando em torno de 60% o second e o third barrel nas outras streets.

- NÃO evito coin flips, indo pro chão com 77+ sem medo. Para mim, essa é a hora perfeita pra cair ou ficar gigante. Não importa se eu cair, já que estou itm já, e o itm não aumenta praticamente nada, ou seja, não importa cair em 300 ou 200 é quase o mesmo prize. Então opto por tentar ficar gigante.

- Geralmente (em torno de 85%) aplico re-raise com TT+, inclusive no raise do UTG, se vier de 4bet eu vou pro chão analisando o jogador, a velocidade do 4bet, etc. Mas geralmente depois de me semi-commitar (colocar em torno de 30% do meu stack) não foldo.

- Chegando à mesa semifinal eu opto por segurar um pouco até cair 2-3 jogadores e a mesa fica short para voltar a agredir, já que meu range em 9-handed é bem menos ev do que 6-handed.

-Na mesa final também procuro tomar essa mesma estratégia, mas com outro motivo: a premiação entre os 5-6 primeiros é muito boa, e isso tem que ser levado em consideração. Outro fator é as mãos “facões” vão aparecer, fazendo com que caia 2-3 e facilite a minha vida. Então prefiro jogar tight no começo, e depois ir reconhecendo os meus jogadores e depois aplicar meu jogo na medida do possível, sempre visando a premiação acima. Não acho uma boa estratégia morrer com a idéia de que “tem que olhar pro primeiro lugar unicamente”. Acho que é mais viável subir de degrau em degrau e tentar gerenciar o tanto de fichas com as blinds e assim ir sobrevivendo ate o heads-up.

É isso pessoal, me alonguei um pouco talvez mas acho que ficou bem claro a maneira na qual eu abordo os mtts, e talvez isso ajude alguns de vocês, obviamente adaptando o estilo de jogo de vocês às idéias que eu lancei aqui que eu sigo.

Um abraço!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Multitables Tournaments: Minha abordagem (Parte 2)

Continuando a discussão.

• Estagio intermediário

- Considerando agora que passei do estagio inicial de tentar sobreviver, agora tenho um stack considerável e as blinds já estão em 50/100 ou ate 100/200. Vamos supor um stack de 8k nas blinds 100/200.

- Nesse estagio inicio o roubo selecionado, procurando sempre jogar na posição e sendo o agressor, não o agredido. Prefiro investir 500 fichas dando raise do UTG de 48espadas do que pagar um raise de 500 no small com AJo/AT.

- Evito novamente os coin flips, mas só os grandes. Agora geralmente começo a focar nos stacks pequenos e ir pro chão com 66+ sem medo.

- Já me permito uma pequena “baralhada”. Por exemplo, pagar de 58copas do big de um raise do UTG de 600, e vendo um flop 5 J 2, dando check call nesse flop, arriscando um turn pra tentar ganhar um muitas fichas (detalhe 95% das vezes só vejo o turn).

- Não paro de jogar. Um dos erros mais cometidos que eu vejo é quando o jogador acha que tem 60BB+ e simplesmente bota um pé no freio como se as fichas fossem ficar ali por um bom tempo. Eu continuo botando pressão, cada vez mais, incomodando os jogadores.

- Busco o ITM. Apesar de tudo isso em cima, eu sempre miro no itm, pois é com ele que eu vou diminuir a variância dos mtts que às vezes é enlouquecedora. Não tenho vergonha de foldar AQ perto da bolha se eu tiver poucas fichas. Acho que um bom jogador sabe a hora de botar pressão, e com poucas fichas na bolha a melhor coisa que eu acho é foldar e chegar ao itm pra depois soltar o braço e ir pro chão.

No próximo post falarei sobre os estágios finais de um mtt.

Um abraço

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Multitables Tournaments: Minha abordagem (Parte 1)

Como todos nos sabemos mtts são os pratos mais almejados do poker, pois são onde se encontram os maiores retornos/investimento. Com um buy-in de $5,50 você pode fazer estrago e sair ganhando 3-5k em apenas 7-9h de jogo.

Então aqui vão minhas dicas de como eu gosto de abordar um mtt:

• Estagio inicial:

- Procuro sobreviver. Foldo minhas highcards constantemente (incluse AK, AQ) se vier de 3-4bet. Caso seja um open raise eu geralmente opto pelo call, controlando o pote. Caso eu veja um A ou K obviamente vou jogar do jeito que eu gosto de jogar (rsrs).

- Não entro com mãos “curiosas” como 78s, 10Js. Isso talvez não seja o melhor pra você, mas no meu caso a melhor coisa é foldar preflop, considerando o fato que se eu flopar qualquer tipo de draw eu vou jogar forte (como comentado dias atrás).

- Não ir pra coin flip. Eu tenho a teoria que não adianta você ter 6k 10k 15k no começo de torneio faltando 2k pessoas. Claro que é uma vantagem, mas você corre um risco de sair do torneio. Ou seja, se eu por na balança: Sobreviver ou ficar com 10k, eu opto por sobreviver, pois depois de um tempo eu vou acabar fazendo fichas de qualquer maneira.

- Nesse estagio (blinds 10-20, 15-30) eu não vejo valor em subir 60/90/120/150 com Premium (AA ou KK) pois acho que ainda é relativamente pequeno perto do stack então os players ficam inclinados a pagar com qualquer coisa, e eu NÃO vou desacelerar no flop com AA ou KK (exceto claro os flops do tipo 567, TJQ, etc.).
Então eu entro de LIMP de quase todas as posições da mesa (desconsiderando late position), esperando o re-raise de algum jogador. Caso não haja ação preflop, então eu simplesmente considero meus AA ou KK quase lixo, jogando muito cauteloso e foldando quase qualquer raise.

- Em torneios com rebuys, eu entro com o buy-in (ex: $3, 1500 fichas) e jogo hyper loose com essas fichas. Ate ficar com 6-7k, ai eu fico calmo e espero o break pra fazer o add-on. Caso perca o buy-in (em algum flip ou qualquer coisa do tipo) eu vou pro double rebuy e jogo como se fosse um torneio regular. Caso perca, opto por sair do torneio para não aumentar o investimento em um só mtt.

No próximo post falarei sobre os estágios intermediários de um mtt.

Um abraço

sábado, 24 de julho de 2010

Entrevista com Alan Guion

Primeiramente, queria uma breve sobre você. Há quanto tempo joga?

Alan: Bom, sou formado em design de produtos pelo falecido Instituto Dragão do Mar, não trabalho na área por falta de mercado. Atualmente faço uns “freelas” em design gráfico e organizo torneios de poker em Fortaleza.
Jogo poker há uns 4 anos, comecei como a grande maioria, jogando home games baratos de modalidades como o 5 card draw e hold’em.
De lá para cá os limites subiram, e o que tenho jogado ultimamente são os torneios live de Fortaleza e o cash game 2/5.

Há quanto tempo organiza torneios?

Alan: Comecei a organizar torneios por acaso há uns 3 anos atrás. Um dia pensando em fazer um fim de semana legal para os amigos que jogavam poker, eu e meu amigo Douglas (hoje, afastado do baralho) tivemos a idéia de fazer o primeiro Churraspoker, torneio de confraternização que virou marca aqui na cidade. Depois da lotação no primeiro Churraspoker, fui convidado pelo Sr Avelino para dar uma força nos torneios do falecido Texas Fortaleza. Aí surgiu o NPF 100K, o 300K, a Copa Fecep de Poker... E estamos aqui até agora!

As casas de poker do Ceará dão apoio a torneios?

Alan: Como a maioria sabe só contamos com duas casas em Fortaleza:
O Snooker Clube, nunca teve foco em torneios, eles nasceram do cash game e é o que lhes convém. Uma ou duas vezes por ano eles abrem espaço para o Churraspoker, que virou tradição da casa.
O Bad Beat Club, dá todo o suporte físico que eu preciso e tem consciência de que todo o clube deve ter bons olhos para os torneios. Hoje eles abrigam 90% dos torneios live de Fortaleza.

Fale um pouco sobre o poker live e online.

Alan: Sou suspeito para falar porque mesmo sabendo das enormes vantagens do online, sempre preferi o poker live. Talvez seja o fato de estar com os amigos, fazer novos amigos... Sei lá! Tem algo no live que é mais legal!

Quanto o poker cearense evoluiu pra você em termos de nível técnico?

Alan: Muito! O que se vê de cearense cravando torneios live e online não é brincadeira.
Eu sempre ouvi do pessoal que vai jogar em outros estados como são recebidos os cearenses por lá:
“É de Fortaleza? Ihhh, esse dá trabalho!”
É porque o pessoal daqui faz bonito. Eu sempre digo e já ouvi de parceiros de fora, que os nossos torneios aqui são uma boa escola de poker.

Diga três jogadores que considera no poker (mundial) e por que.

Alan: Christian Kruel foi o pioneiro no Brasil, a história do cara no poker é foda!
Doyle Brunson, pela bagagem e quantidade de braceletes que tem o coroa.
Marcio Cid, pelo bankroll e porque considero seu jogo nível mundial.

Idem para três jogadores locais.

Alan: Marcio Cid, o magrinho é exemplo aqui em Fortaleza.
Meu amigo Felipe Farias, porque consegue viver deste jogo há muito tempo.
Sr Fernandes, pela etiqueta e educação na mesa ;-)

Ultimas palavras?

Alan: Quero aproveitar o espaço e convidar a todos para a segunda temporada do Fortaleza Open de Texas Hold’em, que tem início agora nos dias 29 e 30 de Julho!

Valeu pelo espaço, espero que este blog seja um sucesso!
Abraço!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Direcionando o jogo a favor das minhas melhores qualidades (Parte 2)

Continuando a discussão.

Sou um jogador que agride por natureza. É instinto. Então como adaptar toda essa natureza devoradora ao meu estilo de jogo? Partindo pro ataque. Simplesmente jogo forte, quando decido jogar. Não quero ficar com gracinha pra cima do jogador, pra o fazer pensar isso ou aquilo.

Eu quero ganhar as fichas, e vou atrás de maximizar os potes.

Seja value-betando forte ou jogando forte com meus draws, maneira na a qual eu construí minha imagem de “Kombi desenfreada”. Só que hoje estou mais experiente, sei escolher melhor as horas certas pra tirar o pé do freio (ou não tirá-lo).

Percebi hoje como consigo extrair fichas dos meus adversários apenas mantendo a pressão durante as streets. Eles acabam tiltando com os bets excessivamente grandes e repetitivos, sem contar os inúmeros raises pré-flops, e acabam que tomando a decisão errada em algum momento oportuno que eu estou com Premium. Se o baralho ajudar, as fichas vêm pro lugar certo e ajudam muito a evitar os showdown tão temidos.

Cada jogador possui qualidades que devem ser exploradas com afinco.

Acho que é uma boa dica para meus colegas que procuram falhas no seu jogo: se estiver com dificuldades de achar suas fraquezas procure focar e melhorar nas suas qualidades, talvez isso impulsione o seu jogo, como fez no meu depois de eu ter acordado pra isso.

Abraços!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

50+10

Ontem fui prestigiar o R$50+10 do Texas Fortaleza (vulgo Bad Beat). Vários amigos e companheiros de baralho estavam presentes, por isso não vou citar nomes para não ser tendencioso, mas foi uma baralhada sem igual e muito divertida, como sempre nesses torneios baratos oferecidos pela AK Eventos.

Quero analisar algumas mãos jogadas e depois fazer um breve comentário do torneio, considerando: Field, estrutura de blinds e nível dos jogadores.

“Só quem dá value bet all-in no river de quadra é profissional ‘maguito’”.

Essa foi uma das celebres frases que reverberou nos ouvidos do vosso humilde blogger, pronunciada por nosso colega de baralho Carlos “The Grinder” Porto, após essa mão:
Bordo 5665 no turn com 8k no pote, Carlos Porto check, Marcio Cid na posição check.
River x Carlos Porto anuncia ALL-IN, escondendo todos seus “tells” usando um artifício muito interessante: A conversa fiada com o adversário, demonstrando “fraqueza”.

Marcio Cid então reconstrói a jogada em sua cabeça, analisando cada movimento, jogador e “tells”. Decide da o call, depois de ouvir varias falinhas no river a respeito do “jantar que já ta chegando”, frase articulada pelo jogador Porto para distrair vosso amigo Marcio Cid da jogada em si. O showdown é um show de horrores obviamente, Carlos Porto nos apresenta um 55, para o Four, enquanto Marcio Cid decepcionado com o call mucka KK. Nice hand.

Agora queria dividir com vocês uma mão jogada pelo autor desse Blog, que aconteceu dessa maneira:

Blinds 150-300, meu stack era de 25k. Meu amigo “Papito” do meu lado, com aproximadamente o mesmo tanto. Eu, em middle position, abro raise de 800. Papito call e o resto da mesa roda em fold. Eu tenho Q6espadas, e o bordo vem: 7 8 2, duas de espadas. Eu c-bet de 1.3k ele call. Turn A. Um bom turn pra eu continuar na liderança da mao e apostar 3.4k, mas resolvi da o check já que nosso amigo papito não costuma largar muitas mãos. Ele check também. River 3. Check, ele beta 3.3k. Eu call.
Ele abre 33, e puxa a mão.

Não irei discutir o call, já que esse blog não é para dar couch.

Para finalizar, queria falar do Field. Por mais que eu não queira admitir isso, o Poker Cearense realmente evoluiu, e esta cada vez mais difícil de se ganhar. Foi muito bom, divertido, dei boas risadas com algumas jogadas feias ainda obviamente, mas no geral foi legal e com um bom nível.

Em relação à estrutura de blind eu acho que deveria SIM colocar-se ante nos torneios, já que eu posso tranquilamente utilizar outras estratégias sem o ante e me favorecer com isso. Fica a dica para a direção do torneio.

No próximo post, finalizarei a segunda parte de como direcionar o jogo a favor das minhas melhores qualidades. Um abraço!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Direcionando o jogo a favor das minhas melhores qualidades (Parte 1)

Não é de hoje que venho pensando nisso.. Por que seguir as regras dos outros? Por que seguir na dinâmica natural do jogo? Por quê?

Não necessariamente quero seguir as regras dos outros, quero criar as minhas próprias agora. Jogar do jeito que EU acho melhor, e não como me dizem. Ultimamente tenho pensado nisso, pois após vários anos jogando poker percebi como eu mudei.

E mudei em muitos fatores pra melhor, mas outros eu perdi a minha essência, como a seleção Brasileira de futebol. E eu não quero isso pra mim.

De agora em diante eu vou focar no meu jogo, onde eu sei que posso extrair mais fichas do jogador, seja em cash games, mtts ou torneios. Vou seguir minhas regras, meu conceito de poker. Cansei de ouvir regrinhas como: “Respeitar utg”, “AQ não pode ir pro chão”, “raise padrão de 65% no flop, ½ no turn..”, entre outras regrinhas que foram impregnando na minha cabeça.

Quando eu jogava Poker sem “teorias” eu era um jogador mais feliz e menos robotizado.

Eu era ousado, como os “meninos da Vila”. (Meu amigo Felipe vai odiar essa frase).

Estou tentando aos poucos voltar a focar onde eu sou bom e tentar puxar o jogo pra minha dinâmica, e não pra dos livros e dos outros.

Confira a segunda parte do post amanhã.

Um abraço

terça-feira, 20 de julho de 2010

Poker e vida

Hoje, na minha inauguração do meu Blog, quero dissertar sobre um tema que martela na minha cabeça diariamente: Jogar poker por hobby ou por profissão?

É um tema que me incomoda muito, pois ora eu "sei" que posso ganhar muito $$ nele, e ora eu me vejo sendo bloqueado pelas terríveis e mais terríveis facadas do baralho (leia-se bad beats).

Como eu posso brigar com ele? Não dá.

Com os jogadores sim, eu posso e sou melhor que a grande maioria. Mas na hora H, falta experiência, dinheiro.. e o pior de tudo: sorte.

Só um pouco, só o suficiente pra alimentar um pouco meu ego e meu bank (principalmente meu bank) pra poder galgar patamares mais altos com os ganhos, e um dia quem sabe sonhar em ter a vida dos sonhos: Virar profissional do poker.

Obviamente que esse sonho até agora não passa de um sonho que me ilude dia após dia, pois nem por um segundo sequer pensei em tirar meus pés do chão (leia-se sair da faculdade, trabalhos, etc).

Mas quem sabe.. algum dia!?

Por enquanto vou continuar jogando por hobby mesmo, baseado naquela "falinha" dos vagabundos de baralho que passaram pela minha vida: "Jogo tem todo dia. Amanhã tem mais, e depois de amanhã também, e depois também."

Um abraço e até a próxima!