Shark desafia Ivey, e Ivey pensa... pensa.... pensa... E pede tempo para pensar! segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Desafio dos mais temidos
Shark desafia Ivey, e Ivey pensa... pensa.... pensa... E pede tempo para pensar! quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Insatisfação: A felicidade na infelicidade.
Nem sempre temos momentos bons na vida, especialmente quando se trata de um jogo probabilístico como o Poker.
E ái! daquele que não levar em conta isso.
Nem sempre o universo conspira a seu favor, e isso pode frustrar ou até revoltar determinadas pessoas, que passam a ver essa fase como resultado de atitudes no passado ou até de alguma mudança na personalidade.
Eu tenho uma teoria sobre isso:
Nem tudo no mundo precisa ter lógica.
Por que procuramos incessantemente padrões, lógicas simples ou complexas para explicar todos os acontecimentos randômicos e paradoxais ao nosso redor? Quem foi que disse que todos esses fatos necessitam ter uma explicação cientifica ou até religiosa? Deus? Ciência?
Por que não obra do puro acaso? Por que sua sorte agora mudou repentinamente, e cinco minutos ela vira drasticamente para o outro pólo?
Matemática?
Probabilidades pré-estabelecidas pelos livros mais conceituados?
Por que não simplesmente obra do acaso que definiu que aquele momento seria seu, e agora seria do outro. Simples.
Aprenda a perder.
Ganhar é fácil, todos ficamos felizes e sorridentes para as pessoas. Difícil é perder, aceitar que nem sempre a moeda vai virar para seu lado, que nem sempre o ônibus irá parar para você entrar, ou então que sua mãe deu um carro novo para seu irmão e não para você.
Aprenda a perder, e viva feliz com sua infelicidade.
É um grande ensinamento, viver feliz com os nossos calos, com a dificuldade da vida.
Se nós aprendermos essa lição seremos muito mais felizes, pois os momentos felizes virão – e esses nós sabemos ser felizes com ele – E nos momentos difíceis leremos nas placas dos carros, nas testas das pessoas, na tela do seu computador, naquele “A” no river que acabou com você:
“Você sucederá, não duvide de você.”
Um abraço aos amigos que não desistiram desse Blog!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Shark's Room

Amanhã, para os que ainda acham que podem desafiar o jogador outrora chamado de 'Fearless':
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A importância de um fold/Shark’s session

A mesa do Shark foi um grande ensinamento para mim.
Não pelos jogadores – diga-se de passagens bons jogadores, selecionados e com alguma qualidade – e sim pela percepção física de quão importante é um Fold.
Claro que sempre ouvi dizer que com o fold você economiza as fichas, “bla bla bla”, mas nunca tinha percebido que no final das contas, talvez, o fold seja mais lucrativo do que a grande maioria das jogadas.
Entao por que não fazê-la? Ontem perdi $100, que poderia ter sido economizados só foldando minhas cartas.
Vou começar a foldar mais. Não ter vergonha de foldar engrandece o jogador, ele passa a ser respeitado, pois é adepto de uma arte que poucos são.
Agora vamos ao que interessa:
A “Shark’s room” ontem pegou fogo no PokerStars, sendo preciso abrir uma terceira mesa para apagar o fogo incessante dos jogadores querendo presenciar o ataque devorador, cruel e sanguinário do tão temido Shark.
Foi entao que logo no começo da primeira mesa nosso amigo Marcio foi atacado, de maneira repentina com um triplle barrel do Shark, que com JTouros, pagou preflop um aumento do jogador fcbrigido (range = any2) e que foi pago por mais dois, e gerando um flop T K 6, duas de ouros.
Marcio foldou a Mao, chateado, e se manteve vivo na mesa. (Pausa para explicação dessa frase: Marcio estava Full bank, situação essa que nosso amigo Fernando Ceará está mais que acostumado).
Em outra situação, a disputa foi entre eu e Marcio Cid. Desta vez o garotinho inocente cresceu para cima do grande tubarão branco dos 7 mares.
Com aquela ação preflop já conhecida, Marcio Cid sobe para 0,75 tomando call do Shark no big blind. Flop A 9 8, check/call em seu bet de 1.60. Turn A, eu atiro, 3.10, tomando imediatamente um call.
“Esse cara ta duas pontas”, logo considerei TJ ou 67, desconsiderando mãos como Ax ou até 88-99. River Q, completando um dos possíveis cenários de seguida do nosso amigo. Entao eu dou check, ele aposta 8.50, e eu pago, e vou reler a primeira parte desse post mais 500 vezes para ver se da próxima vez eu foldo.
Enfim, o jogo foi muito agradável, nível bom, jogadas arriscadas e com idéias legais. Pretendo repetir a dose logo logo, entao fique de olho nas comunidades e nos blogs que irei dar as informações!
Espero só que da próxima vez eu conte um pouco mais com minha capacidade de foldar e “economize” para as próximas sessões Sharkianas.
Um abraço!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Futebol
Isso é de tamanha importância, considerando que o mesmo vinha tendo atitudes dignas de Suíça, Inglaterra e Alemanha (de tempos atrás). Foi muito bom ver os garotos jogando bem, sem o peso da Camisa Brasileira.
Sim, Ela ainda pesa.
Gostei muito da atuação também do Alexandre Pato. Havia tempo que nao o acompanhava e ele mostrou que ainda tem grande potencial para jogar na amarelinha.
Claro que dispensa comentários sobre Ganso, Neymar e Robinho. Incrível o poder ofensivo deles.
Daniel Alves jogou muito, mas ainda fico com Maicon.
No mais, achei a seleção bem estável, claro que existe o fator da renovação, agora tudo são flores, mas estou esperançoso.
Brasil tá com cara de Brasil mesmo, e que se preparem os adversários - porque ele vem ai pra arrastar quem passar na frente dele.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Escrever por escrever
Não estou inspirado, nem com algum assunto em mente, só quero escrever, para me distrair dos problemas corriqueiros da vida.
Às vezes cansa dirigir em Fortaleza às 8h. O transito está um caos, ninguém mais se respeita.
O ódio prevalece.
Pras pessoas, é mais fácil se odiar do que se tratar com respeito ou qualquer coisa parecida com o afeto. O mundo está de cabeça para baixo, e você é cúmplice.
Quanto mais vivo, mas percebo isso.
Por isso que o mundo do entretenimento cresce tanto. Desde os primórdios os seres precisam se “divertir” para se distrair dos seus problemas, e hoje não é diferente.
Oura, pois, hoje é bem pior.
Você só vive feliz se for mais rico do que seu vizinho ou que seus colegas. Sem contar com uma mulher esbelta e bonita ao seu lado, para desfilá-la nos lugares mais “sofisticados” mundo a fora.
Esse final de semana eu assisti a um vídeo muito interessante sobre o mundo dos negócios tão disputado e acirrado pelos maiores “empreendedores”, que contam com seus arsenais de idéias para alavancar seus próprios negócios, alimentando suas contas bancarias e garantindo um “final feliz” para eles e suas respectivas famílias.
O mundo está entregue as trevas. Cada energia retirada de um ponto e colocada em outro deixa o seu rastro negativo, que trará conseqüências sérias a esse planeta e a seus “moradores”.
Apesar de todos os contratempos e desilusões carnais desse mundo, eu faço parte dele...
Felizmente ou infelizmente.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Long Run x Baralho x Sorte: Uma batalha sem fim

Quem é mais forte?
O Baralho, com toda sua irreverência, é a Entidade de descontentamentos e alegrias utópicas;
O Long Run, desconhecido de muitos, vive nas sombras – esperando por seu momento peculiar para demonstrar toda sua força;
E por último a Sorte, sempre presente ao redor de nossas vidas, alegrando-as, mas poucos a conhecem de verdade. É uma amiga traiçoeira e impiedosa.
Então, vos pergunto de novo, quem vencerá?
Vou dizer quem:
O Baralho.
Ele não tem amigos.
Controla as pessoas, surpreende os menos competentes e lhes presenteiam com as maiores premiações e vôos em primeira classe para Las Vegas, viver o sonho de inúmeros jogadores supostamente “competentes”.
Ele é infiel e traiçoeiro.
Procura sempre os caminhos mais intrépidos do destino para espetar os jogadores com suas falsas esperanças de virar, algum dia, uma super estrela.
Por que ele vence a Sorte?
Pois a sorte é definida em um momento único, atômico, e nada mais. O baralho decide em que lado estará a sorte, define quão forte ela será e onde ela aparecerá.
Ele a domina de maneira magistral.
Por que ele vence o Long Run?
Long Run é um cavaleiro lendário e muito poderoso, que é citado nos livros mais antigos, que “apareceria na hora certa e acabaria com o reinado cruel e sanguinário do “senhor” Baralho”, criando uma revolução histórica e, talvez, trazendo um pouco de justiça e benevolência aos pobres jogadores que foram abandonados por seu deus.
...Até hoje ele não apareceu para essa lendária luta, e o Reinado do Baralho se perpetua.
Um abraço, espero que tenha gostado!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Heads up com Marcio Cid (Parte final)

Se você pudesse detalhar uma mão, que considera uma mão marcante na sua vida, qual seria?
Tem várias!!! Vou tentar dizer uma do live e uma do online.
A mão do live chega a ser até engraçada, estava jogando 5 / 10 no antigo Vegas, não tinha bons jogadores na mesa. A ação começa no utg que faz 25 no escuro, leva call da mesa toda e eu também pago no botão com 2h6h (dois e seis de copas), quando volta no utg ele aumenta para 75, levando call novamente de todos. Hahaha. No flop vem 3s4c5d, utg dá bet de 150, eu dou raise para 450 e levo call do big e utg, no turn entra Qh e o utg beta de novo, eu vou allin e novamente levo call do big e do utg, no river entra Jh. O showdown é: Sr. Fernandes(big) 5h6d, não larga nuuunca. Sr. Luciano(utg)3d4d, e eu com a seqüência puxo tudo. Pote: R$3.6k.
A mão do online foi a seguinte: dou limp com par de 3 e o flop vem 2d3d3s, todos check e eu dou o bet com o FOUR, levando um call, turn 9s e o parceiro da check call de novo, river 4d. O calling station sai atirando, eu dou raise e ele volta allin(quem tem o FOUR é ele é?), dou call e ele me apresenta Ad5d, STRAIGHT FLUSH(é, quem tinha era ele mesmo!!!)
Até que ponto Poker é obrigação ou diversão. Fale sobre isso
SNG online é obrigação.
MTT live é diversão.
Queria fazer uma pergunta e que você dessa uma resposta séria para nossos leitores: Qual a real porcentagem de sorte nesse jogo em sua opinião?
Eu acho que se você grindar sng num volume bom a porcentagem é essa que todos contam. Você sendo um bom jogador e tendo todos os conceitos de gap, icm, equidade e blah blah blah em mente não tem como dar errado em um período de tempo.
Agora se você resolver jogar somente um mtt com mais de 3.000 players não dá certo, é um tiro no escuro e essa porcentagem nunca irá lhe ajudar, você pode até ganhar porquê teve muita sorte, mas na maioria das vezes vai perder porquê não vai ter sorte.
Pretende viver disso até quando? Se sim, como pretende fazer isso. Se não, qual rumo pretende dar a sua vida sem o jogo?
Ahhh, não sei, vou vivendo enquanto vai dando. Sinceramente, não sei o que fazer no futuro, só sei que hoje é assim. Ficha no pano e pouca falinha!
Fale resumidamente sobre o Poker Cearense e mundial.
Pra ser sincero o Poker Cearense não é lá essas coisas toda. Não falando dos jogadores, já que aqui tem alguns muito bons, mas sim falando das Casas de Poker que não prestigiam o jogo como um esporte, ainda tratam o poker como jogo de azar e querem atolar os viciados nas mesas de cash game, etc.
Na real o poker cearense é uma merda mesmo, tirando os torneios realizados pelo grande amigo Alan (Ax Eventos) que são um sucesso e sempre proporcionam o crescimento do Poker Cearense.
A pergunta de sempre: diga três jogadores preferidos mundiais e nacionais.
Nacionais:
Gabriel “kafelnikovz”, pela técnica incrível que tem, pena nunca ter tido sorte de cravar um grande mtt. (SIM, PRECISA TER SORTE!)
André “Aakkari”, pela simpatia e o jeito de tratar todos.
Christian Kruel “CK”, por ter começado com todo o movimento de poker aqui no Brasil.
Mundiais:
Daniel Negreanu, owww very nice reads. Hahaha.
Phill Ivey, sem dúvidas o melhor do mundo.
Chris Moneymaker, apesar dele não jogar lá essas coisas, é o jogador mais importante para o Poker, se ele não tivesse feito o que fez, o poker teria no mínimo a metade de jogadores que tem.
Por fim, uma nota para o Blog do Shark e quanto ele ajuda (ou não) no seu jogo.
Rapaz, o blog me ajuda muito. Leio tudo e faço o contrário, recomendo! Huhuahuahau...
Valeu Maguito!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Heads up com Marcio Cid

Fale um pouco sobre você. Faculdade, vida, etc.
Sabe aquela pessoa que não leva nada a sério? Sou eu! Sempre vou levar a maioria das coisas na brincadeira e descontração com todos.
Estou terminando jornalismo agora (2010.2), mas sou totalmente perdido no que quero fazer e trabalhar durante toda a minha vida.
Há quanto tempo você joga Poker?
Não lembro bem, creio que tenha conhecido o jogo no começo de 2008. Estava na casa de uns amigos e eles resolveram jogar, não tinha nenhuma noção, nunca tinha jogado nada com baralho, foi ai que um deles imprimiu toda a seqüência de mãos ganhadoras no poker, eu ficava jogando com papel do lado pra saber se a trinca perdia ou não para a seqüência. Hahaha. Aprendi essas regrinhas básicas e toda semana nos reuníamos pra jogar. Eu, Guilherme, Felipe, Caju, Diogo e alguns outros. Era baratinho, mas muito bom.
Nós ficamos sabendo de uma casa de poker que tinha em Fortaleza (antigo Texas Fortaleza) e também que haveria um freeroll e fomos ver como era que funcionava, lembro agora do medo de entrar no estabelecimento, pensando aquele monte de coisas que nossos pais e a televisão nos contam. Na entrada o grande “Bola” já me pede a identidade, que nervoso. (risos)
Joguei alguns frees e sempre me furei, tremia muito na hora de jogar(show de tells). Então decidi estudar o game, comprei o livro verde, li todo em 3 dias e lá fui eu de novo para outro freeroll do Texas. Sem surpresa, o livro serviu pra alguma coisa, ganhei o free, e um prêmio de R$ 800,00 reais, me lembro da emoção.
Peguei a grana do free e fui jogar 1 / 2 no snooker, sai da mesa com R$ 1.2k e passei a ficar jogando sempre e sempre, depois pulei pra 5 / 10 que tinha no antigo Vegas, estudei o jogo mais e consegui fazer um belo bankroll.
Hoje cansei dos cash games de Fortaleza, poucas opções, falta de cordialidade nas mesas, isso não me fazia bem e resolvi dar um tempo. Quem sabe um dia eu volte.
Agora jogo somente alguns torneios live da Ax Eventos, o resto do jogo é todo no online, jogo esse que comecei com apenas $17 dolares, fruto de uma dívida do amigo Diogo, me devia R$30 reais e me pagou com dólares do Poker Stars. Nunca depositei nenhum dólar no online e hoje consigo jogar bem confortável nos meus limites.
Como todos nós sabemos você é um profissional do jogo. O que você joga, o que você prefere jogar e o que não agüenta mais?
Não me considero profissional, não vivo desse dinheiro. Não sei se conseguiria manter uma casa e pagar todas as contas com a grana do poker.
O que eu mais jogo no online é sng de 180 players.
Preferiria jogar mtts que é a minha grande paixão, só que não agüento a tal variância.
Não agüento mais grindar nos sng, jogo exclusivamente por causa da grana e não tenho vergonha de falar isso.
Quanto o jogo é lucrativo pra você (em $$/mês) e se isso é suficiente pra se sustentar.
Se eu grindasse somente os sng, sem jogar mtts, acho que daria para fazer em um mês não tão bom R$ 4.000 mil reais, em um mês bom R$ 6.000 reais e em um mês super bom R$ 8.000 reais. Assim, pra mim é tranqüilo, já que moro com meus pais e não pago nenhuma conta.
Qual foi a pior bad run? Comente.
Acho que a pior bad run ainda está acontecendo, tanto que diminui os limites que jogava para me reabilitar. É coisa inacreditável, de você ir pro showdown já sabendo que vai perder e perde, 3 outs toda hora, 2 outs, dominando, todo jeito perde. Isso desanima muito, mas dizem que faz parte do jogo, eu finjo que acredito e continuo jogando.
Qual foi a melhor good run? Comente.
Acho que uma fase boa foi no último Scoop do Poker Stars, onde fiz uma cavalada com a galera e no primeiro dia já livrei tudo, ganhando $6.000 em um torneio, depois fiz ft do $22+r e também cravei o $55+r.
Veja a segunda parte da entrevista amanha!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
300 + 50: Fortaleza Open

Estrutura excelente.
Jogadores fracos, com níveis intermediário/fraco.
“Fiquei rico”, logo pensei.
Primeiro joguei uma sessão rápida de cash game 1/2, onde ganhei R$400 em menos de 1h, com a querida ajuda do nosso amigo Paulinho do omaha (risos) e do nosso ilustre amigo das mesas caras Luciano Miranda.
Já forrado, sorriso no rosto, transbordando confiança, abordei o “diretor” do torneio, senhor Fernando “ex-dealer” para efetuar minha inscrição.
Inscrição feita, fichas dispostas na posição sete (posição favorita). Chego à mesa, e logo vejo o clamor dos jogadores, clamor esse logo apaziguado quando os próprios se vêem pressionados e anulados pelo jogo envolvente do Shark, que já é de conhecimento comum.
Entrei na blind 100/200, já percebendo tudo que estava acontecendo à mesa em menos de cinco minutos: Marcio Cid subindo 40% das mãos, Ricardo Batata dando call 95% dos raises do menino, enquanto isso eu esperando o momento para aplicar a mordida tão temida.
E ela veio.
Já na blind 150/300, com ante de 25, nosso amigo Francês abre do UTG 1k, a mesa roda em fold. Choro minhas cartas, daquela maneira peculiar, não esperando nada mais que cartas conectadas para aplicar um re-raise ou algo do tipo.
Mas não.
Eu as vejo.
As agulhas.
Vermelhinhas.
Apontando diretamente para as fichas do meu fraco oponente no UTG. Então, com toda maestria de um sábio dou o call, maliciando uma mão com a força das turbinas de uma companhia aérea.
Ricardo Batata, como esperado, coloca seu 1k na mesa do small blind, chorando a Deus que “faça cair suas cartas”, pois não tem posição em cima do jogador conhecido como O Temido.
Naqueles milésimos de segundos antes do Dealer (Fernando Ceará) virar o Flop percebi vários tells dos meus oponentes, que demonstravam suas caras de derrotados e caso tivessem uma bandeira branca à disposição eles as levantariam, em rendição ao “Mais Temido dos Sete Mares”.
Como uma flecha, o dealer mostra o que os Deuses separaram para mim no Flop:
Q 7 7.
Como esperado, os dois jogadores deixam a ação comigo, pois já sabem que a mordida dos grandes tubarões começa ao amanhecer. 2.5k foi a mordida, fazendo Ricardo Batata largar, e faz Francês *agonizar*, e pagar.
“22-66, 88-KK”, foram as possíveis combinações de jogadas que seriam efetuadas com aquele Show de Tells e passividade mórbida no Flop à frente de um Tubarão branco e cheio de fome.
O Turn veio um 6 e check para mim. “Estou ganhando, e não tenho medo de nada. Vou agora brincar com minha presa”, pensei. Entao como parte da brincadeira, dei check, estancando o sangue da minha presa por alguns momentos, dando uma pitada de esperança para aquela criatura totalmente dominada - para depois aplicar o golpe, que seria fatal.
River 6.
Pegou-me de surpresa a pergunta sobre quantas fichas eu tenho. “10k”, eu apresento a ele, rindo por dentro. É comum a presa tentar ficar desesperada no momento inoculo da morte, como uma pessoa prestes a afogar tentando buscar todo ar possível que ainda resta.
3.5k foi a aposta dele, e como um tubarão frente a sua presa, apliquei minha mordida máxima e coloquei minhas duas fichas vermelhas sobre a mesa, como uma oferenda ao sangue oferecido por ele para mim.
Levo um INSTA-call, Francês mostra QQ e eu vou para o fundo dos mares, com a “barbatana enfiada nas pernas”.
Acho a presa foi eu, afinal.
Um abraço!